
A produtividade de qualquer pós-graduando ou pós-graduanda pode ser medida pelo número de testes e quizes respondidos em seu perfil do Facebook ou Orkut: os dois fatores são inversamente proporcionais. Em outras palavras, quanto maior o número de testes feitos, menor a produtividade. Ontem eu fiz apenas um: “Qual príncipe da Disney é o seu homem ideal?”.
Poderia uma séria afiliada à psicologia analítica desperdiçar à toa uma oportunidade dessa de pesquisar outras perspectivas sobre arquétipos? Obviamente que não!
Desnecessário ressaltar que todo e qualquer teste é limitado pelas opções que são previamente eligidas pelos formulados do teste. Por exemplo, uma das perguntas do teste era “[c]omo você quer que seja seu primeiro filho?”, e as respostas possíveis eram: loiro ruivo, forte e corajoso; branquinho de olhos azuis e conquistador; moreninho e charmoso; cabelos e olhos castanhos e obediente; tem que ser inteligente e estudioso!; loirinho de olhos verdes e aventureiro; ou cabelos pretos e olhos castanhos e muito educado. Pessoalmente, se pudesse escolher, faria um bem bolado do tipo “ruivinho, estudioso, charmoso e aventureiro”, mas esta opção não existia…
Dentro das possibilidades apresentadas, de acordo com o teste que eu respondi, descobri que o meu homem ideal é o que tem o mesmo tipo do Príncipe da Cinderela:
Romântico, leal, educado e de boa família. É aquele que abre a porta do carro, puxa a cadeira para você sentar e te dá flores por motivo algum. É o que dá valor para o que você é e não para o que você tem, um homem maduro. Fique tranquila, ele te encontrará nem que tenha que fazer todas as mulheres do reino calçarem um sapatinho de cristal até achar a que seja o encaixe perfeito.
Limitações à parte, o teste foi interessante, não tanto por me mostrar o príncipe ideal, mas para, de forma complementar, indiccar o tipo de princesa que eu sou – pois, sim, a cada princesa corresponde um príncipe.
Nem mesmo eu poderia acreditar que seria do tipo “Cinderela”.
Aparentemente, a Cinderela é uma das histórias de fada mais antigas de que se tem conhecimento. Conforme a Wikipedia, a “versão mais conhecida é a do escritor francês Charles Perrault, de 1697, baseada num conto italiano popular chamado A Gata Borralheira. A mais antiga é originária da China, por volta de 860 a.C. e a mais conhecida é a dos Irmãos Grimm, semelhante à de Charles Perrault.” Interessante isso, não?
De todos os aspectos dessa história o que mais me chamou a atenção é o fato de a Cinderela ser uma princesa “fujona” – à meia noite, no meio da festa, deixa tudo para trás e foge do príncipe que tem de se esforçar para encontrá-la apenas com um “sapatinho” de pista (longas histórias neste aspecto). Esse príncipe tem de ter muita paciência e força de vontade…
Argumenta o leitor ou a leitora mais preciosista: ela não poderia ficar, à meia-noite, tudo voltaria ao normal.
Respondo ao arrazoado: e que mal haveria em lhe mostrar sua realidade?
Lembrou-me um pouco o forró e o fim de noite, lembrou-me meu aniversário, lembrou-me o carnaval, lembrou-me o natal, lembrou-me tanta coisa…